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Centro Comunitário

Lar de São Francisco

 

 

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    SER HUMANOS: EIS O DESAFIO  

Que a religião nos faça mais humanos. Que as religiões aproximem os homens, derrubem fronteiras, destruam preconceitos. Que aprendamos de uma vez por todas que já é mais do que tempo de acabar com vinganças, violências e guerras. Que pena os homens não terem aprendido há mais tempo a serem simplesmente humanos, próximos, irmãos. Foi isso que Jesus nos ensinou. Nossa vingança devia consistir em fazer teimosamente o bem a quem nos faz mal, pagar com o bem a quem nos maltrata. Não se aprende a fazer o bem, recebendo o mal. Nem a ser tolerante, sofrendo intolerância. Em tempos de atentados e mortes, de guerras e terrorismo, optemos pela não-violência e a paz. Ninguém precisa tanto de um sorriso como aquele que deixou de sorrir.

O Centro Social e Paroquial de Santo Condestável, em Bragança, quer ser uma presença desse ideal de construir a pessoa humana. De ver sempre no outro um irmão, olhos nos olhos, mãos sem espadas se apertando. São os que mais confiam na força que mais precisam de amor, ternura, perdão. Precisamos viver desarmados, pobres, mansamente humildes, na fraqueza de São Francisco ao se apresentar ao sultão do Cairo. Podíamos ter aprendido com ele!...

Queremos acolher a todos e cada um, qual presente que o Senhor Deus nos envia. Queremos ser solidários, sensíveis ao sofrer. Queremos nos alegrar e pular de alegria com aqueles que chegam felizes. Sofrer com os velhinhos que cada articulação martiriza. Os coitados sem eira nem beira. Alegrar-nos com as crianças de nosso ATL, a despertar para a convivência fraterna, a ajuda mútua, para o outro que dela precisa. Que o nosso Centro seja escola de humanidade, de gratuito amor, de perdão e tolerância.

Tenho muito medo que nos tornemos uma empresa de fazer o bem, profissionais do bem-fazer, com filosofia empresarial, métodos de marketing, para sermos vistos pelos homens. Temo que deixemos mirrar a ternura, o carinho, a atenção humilde, o servir, o lavar os pés. Oremos para que o cansaço nunca nos traga pessimismo, azedume ou amargura. Ainda que custe, ainda que não haja obrigado, ainda que respondam com ingratidão. Acreditamos, pela via da esperança, sonhamos o futuro novo que Deus sonha connosco. E quando nós sonhamos o mesmo sonho que Deus, a humanidade pode sorrir e cantar: a aurora virá, apesar da noite escura. Nada, ninguém, será capaz de matar o broto da esperança que alimenta o nosso lutar de cada dia.

 

 

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